segunda-feira, 18 de março de 2013

 

Casamento, Divórcio, Culpa...



Recebemos uma mensagem, da qual reproduzimos o essencial:

(...) "hoje estamos namorando, mas temos muita pena dela, as vezes remorso, culpa pelo sofrimento dela, e nos amamos, quero saber se vamos pagar todo esse sofrimento ocorrido, nunca desejamos mal a ela, sentimos que nosso amor e verdadeiro" (...)

É ainda motivo de alguma confusão para quem se interessa por Espiritismo, a questão do divórcio, e das suas possíveis consequências reencarnatórias.

A maior parte das pessoas que se interessam por Espiritismo são oriundas de famílias católicas, e foram elas próprias católicas durante muitos anos. E todos sabemos que o Catolicismo condena o divórcio, não o admitindo sequer e afastando dos sacramentos os católicos que se divorciem, e fazendo assim pesar sobre as suas cabeças uma culpa sem remissão.

Como não somos católicos, não nos cabe questionar esses procedimentos. As nossas fontes para uma análise do problema são a nossa consciência, o senso-comum, e, dado que o Espiritismo é o Cristianismo Redivivo, temos como fonte a palavra de Jesus.

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", uma das cinco obras basilares da Doutrina Espírita, é analisado pormenorizadamente o "não separe o homem o que Deus uniu". Entendem os Espíritos, e entendemos nós em consciência, que o sentido desta passagem bíblica é o de que ninguém deve separar duas pessoas que se amam, seja em nome de raça, religião, fortuna, ou qualquer outro tipo de preconceito.

Ninguém pode separar o que está já separado de facto. Há casos de casais que permanecem unidos anos a fio, mas apenas na aparência, pois afectivamente a separação já se consumou há muito.

O que fazer nesses casos? Jesus nunca celebrou casamentos, não mandou que se celebrassem nem ditou regras para os mesmos. O casamento, à época de Jesus, era, tanto para Romanos como para Judeus, um acordo firmado na afinidade entre dois seres e na disposição mútua de fazerem vida em comum. O Direito era simples e claro nessa matéria, admitindo a separação com justa causa, decidida entre cônjuges. A figura do "casamento indissolúvel" é uma criação eclesiástica posterior, a par com as missas, as confissões, e tantos ouros preceitos religiosos.

O Espiritismo não "encoraja" o divórcio, nem leva o casamento de ânimo leve. Não existe "casamento espírita". para os espíritas, o essencial de qualquer casamento, seja ele religioso, civil ou informal, é o amor e a lealdade.

O Espiritismo não prescreve regras de vida. Por isso, neste caso como em todos os outros, cabe a cada um e a cada par, decidir de acordo com a sua consciência, pesando bem os prós e os contras da decisão.

Na nossa óptica, não existe qualquer tipo de fatalidade no divórcio. O pensamento católico que subsiste em muitos de nós ainda nos leva a temer o "castigo divino", por via de algo que, no fundo, consideramos uma desobediência às leis de Deus. Ainda nos acorre a ideia de que mais tarde vamos "pagar" por causa de nesta vida termos querido pôr termo a uma situação de infelicidade e procurar viver mais felizes.

No entanto, nada na doutrina espírita nos diz que será assim. Nada nos obriga a viver um casamento sem amor, ou, pior, um casamento em que reine o ódio, a violência, ou inclusive haja perigo de alguma ocorrência grave para um ou ambos os cônjuges.

Observado o superior interesse dos filhos, caso os haja, e tendo concluído ambos que estão esgotadas as tentativas de uma vida em comum feliz e harmoniosa, a separação não nos parece uma solução pior do que manter um casamento de fachada, em nome do "parece bem ou parece mal" ou de qualquer convenção religiosa.

Estamos convictos de que, em última análise, para Deus contará a pureza das intenções de cada um. O que decidirmos em consciência será o melhor, pois é o melhor que conseguimos, com a inteligência e discernimento que possuímos.

Todos os dias erramos. Erramos até em coisas que só Deus sabe que estão erradas, já que nós ainda nem o descortinamos. Erramos em coisas que sabemos que estão erradas, mas que ainda não conseguimos evitar. O divórcio, contudo, parece ser uma daquelas situações que bulem com o que de mais recôndito existe no nosso ser, pois que mexe com a busca da Felicidade, algo que tradicionalmente associamos ao "pecado", tal como associamos o sofrimento a uma hipotética "virtude".

A Visão Espírita da Pedofilia




Assunto delicado e grave. Vejamos alguns aspectos iniciais:
Como o espiritismo vê a questão da pedofilia?
Como um grave desequilíbrio mental e espiritual, necessitando severo tratamento multidisciplinar, isto é envolvendo diversos profissionais além de tratamento espiritual complementar.

Qual a razão de existirem pedófilos?
A mesma razão de existirem quaisquer outros desequilíbrios psíquicos. São atitudes doentias que se estruturaram ao longo de uma ou mais existências ou seja reencarnações. Ninguém foi criado pedófilo.
O que se passa nas suas mentes?
Cada um deles tem uma história. Não há como colocar todos em um mesmo rótulo. Mas poder-se-ia dizer que tem um impulso sexual doente e destituído de ética.
Quais os traumas que eles têm?
Diversos, e variam conforme cada caso. Podem ter sofrido: violência infantil, abandono, desprezo, presenciado quando em tenra idade, sexo entre os pais, enfim outras distorções de educação ou de vivência.
Como se explica tal comportamento?
A resposta é tão difícil como explicar qualquer outra grave alteração de comportamento. São espíritos que pelo seu atraso, imaturidade, ignorância e sobretudo pelo livre arbítrio desviaram-se da linha normal de conduta.
E as vitimas, por que isso?
Em diversas oportunidades, quando fizemos palestra sobre reencarnação, fomos questionados posteriormente sobre a dolorosa e delicada circunstância da pedofilia. Principalmente, ao se propiciar perguntas nos serem dirigidas por escrito viabilizava-se este questionamento.
Embora o tema seja potencialmente polêmico e desagradável, não há como ignorá-lo no contexto de nossa situação planetária.
Nossa abordagem será pelo ângulo transcendental e reencarnacionista considerando que são dois espíritos, no mínimo, envolvidos na tragédia em questão. Cumpre-nos esclarecer que o livre arbítrio é o maior patrimônio que nós, espíritos humanos, temos alcançado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbítrio que não legitima atitudes, mas oportuniza às criaturas decidir e se responsabilizar pelas consequências de seus atos posteriores.
Outra premissa que deveremos estabelecer é aquela da maior ou menor repercussão dos atos perante a Lei Universal, em função do nível de esclarecimento que possuímos. Importante também salientar que não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual sem limites, a ideia de que alguém deve reencarnar a fim de ser violentado ou sofrer pedofilia. A concepção do Deus punitivo e vingativo já não cabe mais no dicionário dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é a fonte inesgotável de amor. É a Lei maior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.
Então, como conceber a violência física? Como enquadrar a onipresença divina em situações e sofrimentos que observamos? Deus estaria ausente nestas circunstâncias? Ou estaria presente? Para muitos indivíduos se estivesse presente já seria motivo para não crer na sua existência ou na sua infinita bondade e onisciência.
Outra questão importante: Quem é a “vítima”? Analisemos. Cada um de nós ao reencarnar trouxe todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, são os núcleos energéticos que trazemos em nosso inconsciente construídos no passado.
Espíritos que somos e pelas inúmeras viagens que percorremos, representadas pelas inúmeras vidas, possuímos no nosso “passaporte” inúmeros “carimbos” das pousadas onde estagiamos em vidas anteriores. Hoje, a somatória dessas experiências se traduzem em manancial energético que irradia constantemente do nosso interior para a superfície desta vida.
Assim, é também a “vítima”. A criança, que hoje se apresenta de forma diferente, podem trazer de seu passado profunda marcas de atitudes prejudiciais a irmãos seus. Atitudes de desequilíbrio que são gravadas em si mesma.
Algumas dessas, hoje crianças, participaram intelectualmente de verdadeiras emboscadas visando atingir de maneira dolorosa a intimidade sexual de criaturas; outras foram executoras diretas, pela autoridade que eram investidas, de crimes nesta área. Enfim, são múltiplas as situações geradoras da desarmonia energética que agora pulsa constantemente nos arquivos vibratórios da criança, nossa personagem neste drama.
Pela Lei Universal da sintonia de vibrações, poderá ocorrer, em um dado momento, uma surpresa desagradável. O espírito, criança agora, poderá atrair e sintonizar com o agressor, ou seja, o pedófilo, e ser agredida.
Identificados dois dos protagonistas (agressor e criança), temos também que considerar o frequente processo obsessivo que vinha se desenvolvendo. Uma outra entidade pode estar fixa perifericamente ou até profundamente à trama perispiritual de um ou dos dois envolvidos no processo.
Lembramos, novamente, não foi em hipótese alguma programada a violência ou o estupro, nem ele em qualquer circunstância teria justificativa. No entanto, o crime existindo, necessário compreender em uma visão mais ampla o que está acontecendo. A espiritualidade sempre fará o máximo para evitar o “mal” ou não sendo possível, apoiar aos que sofrem.
O espírito submetido à violência da pedofilia sofre intensamente no processo, conforme o seu grau de maturidade espiritual. Não houve a programação, mas a tendencia que trazia era forte e havia o risco em passar por algo do gênero, que a espiritualidade não conseguiu evitar.
A violência da pedofilia gera, muitas vezes, profundos traumas em todos os envolvidos, exacerbando a dolorosa situação kármica da constelação familiar.
Há, também, espíritos afins e benfeitores que visam amparar os envolvidos nesta dor. Amigos do extrafísico cheios de ternura em seu coração, com projetos de dedicação e amparo, sempre se fazem presentes. O tempo se encarregará de cicatrizar os ferimentos da alma.
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 76.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.


 

 
Diz a doutrina espírita que, depois da morte, há uma nova vida: esta é uma jornada certa e cheia de revelações para os espíritos desencarnados. Agora, descubra mais sobre o lado de lá.

A VIAGEM CONTINUA

Há quem diga que a morte é a única certeza que temos na vida. Para os adeptos do espiritismo, no entanto, há uma certeza ainda mais significativa: o fato de que, depois da morte do corpo físico, o espírito se liberta, tornando-se consciente e verdadeiramente vivo.
 Mas, afinal, como é essa tal de vida espiritual? Para onde vamos, o que fazemos, com o que nos preocupamos quando chegamos ao lado de lá? Segundo os kardecistas, há várias respostas possíveis. Após a morte, os caminhos de cada um se abrem conforme diferentes circunstâncias, desde a forma como morremos até a maneira como agimos na Terra. Uma coisa é certa: cada ser une-se a outros que possuem o mesmo padrão vibratório de pensamento. Assim, todos têm possibilidade de desenvolver-se ao lado de seus semelhantes, como em uma escola, até que estejam aptos a alcançar níveis superiores da espiritualidade.

RECÉM-CHEGADOS

Como o espírito é totalmente ligado ao pensamento, a consciência da vida após a morte não é a mesma para todos. Seja por desconhecimento do mundo espiritual ou, simplesmente, porque sofreram morte repentina, muitos recém-chegados nem sequer têm noção de que desencarnaram. Em casos assim, é muito comum manter o indivíduo dormindo enquanto ele é preparado, por espíritos socorristas, para receber e entender a notícia da morte sem grandes choques. Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, há também os casos de pessoas que morrem por problemas de saúde ou acidentes violentos e, ao chegar do outro lado, acabam indo para verdadeiros hospitais, a fim de que se recuperem completamente da doença. “Quem desencarna doente continua o tratamento no mundo espiritual até estar curado”, explica Regina Helena Tuma Carlini, uma das diretoras da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Os socorristas, segundo Regina, podem ser espíritos próximos, como parentes desencarnados há mais tempo, grandes amigos e, também, aqueles que já trabalhavam no auxílio ao próximo na vida terrena, como médicos e enfermeiros que já passaram pela aprendizagem do outro lado da vida, evoluiram e, agora, podem auxiliar os que chegam.

NECESSIDADES TERRENAS

Quando o espírito finalmente entende que a morte não é o fim de tudo, começa a descobrir como tocar sua vida do lado de lá. Nessa fase, é comum perceber que muitas de suas necessidades terrenas ainda continuam bastante presentes. “O alcoólatra tenderá a unir-se com outros alcoólatras e buscar lugares onde possam absorver essa energia, principalmente, em bares que frequentavam quando encarnados”, exemplifica Regina.
Isso acontece porque as impressões da vida terrena ainda estão marcadas no perispírito, o laço que une o espírito à matéria do corpo e que continua conosco no próximo plano. Assim, existem espíritos com sede, com fome e com necessidade de sexo, por exemplo. Em casos extremos, eles se ligam a pessoas vivas, como um obsessor, para poder receber as energias que lhe interessam.
Quando são bem orientados, aos poucos os espíritos vão se conscientizando de que não precisam mais de alimentos e bebidas para conseguir energia, por exemplo. “Quando finalmente conseguem libertar-se das necessidades terrenas, os espíritos passam a se satisfazer com alimento fluídico, que é bem mais sutil e o sustenta plenamente”, esclarece Regina, lembrando que Gandhi, detentor de um grau superior de evolução espiritual, conseguia fazer greve de fome, tirando energia da própria respiração, pois sua mente já estava preparada para sustentá-lo.

O GRANDE DESPERTAR

Com o tempo, os espíritos se libertam das necessidades materiais e se curam das mazelas terrenas, cada um em seu ritmo de evolução. Quando entendem plenamente sua nova condição de vida, já estão prontos para começar a trabalhar – no mundo espiritual há muito trabalho a ser feito, desde cuidar de crianças e amparar doentes até construir casas e vigiar as entradas das colônias espirituais.
Depois de algum tempo, o próprio espírito deve se dedicar ao estudo de suas próprias ações, para descobrir e determinar como deve voltar à Terra, ou seja, que provas terá de enfrentar para reparar seus erros. Ana Gaspar, fundadora do centro espírita Nosso Lar, em São Paulo, esclarece que, antes da reencarnação, somos nós próprios quem escolhemos as provas pelas quais iremos passar, seja cuidar de um filho doente, passar por um casamento difícil ou, até mesmo nascer em uma família rica e ter de lidar com os perigos e conseqüências de nosso livre arbítrio.

UM LAR PARA TODOS NÓS

Entre as colônias espirituais, a Nosso Lar é uma das que se tornou mais conhecidas, tendo sido descrita em detalhes pelo espírito André Luis, que teve 19 livros psicografados por Chico Xavier. Em um de seus mais impressionantes relatos, o espírito descreve a paisagem da colônia, destacando seu formato de estrela de seis pontas e as fontes luminosas multicoloridas e flores delicadas e graciosas que enfeitam suas praças. No geral, Nosso Lar se parece com as cidades que conhecemos no plano material, com a diferença ser muito limpa, organizada, harmoniosa e cheia de energia positiva.

COLÔNIAS DO BEM

Enquanto desencarnados, muitos espíritos vivem nas chamadas colônias espirituais. Estruturalmente parecidas com as cidades do plano físico, as colônias são espécies de comunidades que se reúniem em prol de uma causa em comum.
Muitas vezes, essas colônias estão ligadas a cidades específicas da Terra – por exemplo, existe uma colônia conectada à cidade de São Paulo, uma relacionada a Recife, outra ligada a Nova York etc. O mais importante sobre as colônias espirituais, no entanto, é que elas geralmente reúnem moradores com semelhança de pensamento. Assim, existem colônias para amantes da poesia, defensores da ecologia, profissionais da música, pesquisadores de novas tecnologias, estudiosos do kardecistmo etc. Isso para citar só alguns exemplos.
As colônias também são uma forma de evitar um choque ainda maior com mudanças, pois, se alguém só fala em português, não pode cair em uma colônia de americanos ou chineses, por exemplo, pois, por um bom tempo, ainda precisará se comunicar da forma com a qual estava acostumado.

NAS SOMBRAS DO UMBRAL

Os espíritos que ainda não estão suficientemente evoluídos para se juntar a uma colônia, tem grandes chances de ir parar em mundos inferiores do plano espiritual, em uma região conhecida como Umbral.
Apesar de escuro e cheio de energias negativas, o Umbral não é, como geralmente descrito o inferno do catolicismo, um castigo eterno. Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, lá os espíritos tem chance de evoluírem e, passo a passo, alcançarem as esferas superiores.
Nessa região, assim como na Terra, nas colônias ou em qualquer lugar do plano material ou espiritual, os espíritos têm a chance de aprender através do estudo, da prece e da evocação de bons pensamentos.
O importante de verdade, em qualquer etapa do caminho, é lembrar que a viagem está apenas começando.

SUICÍDIO: VOLUNTÁRIO OU NÃO

Ana Gaspar afirma que, em certa altura do livro Nosso Lar, André Luis ouve vozes que o chamam de suicida. Ele fica indignado, pois, como pode ser um suicida se ele ficou hospitalizado até morrer? Então, os mentores explicam que ele foi um suicida “indiretamente”, porque sua morte foi acelerada pelo estilo de vida abusivo que teve, com excessos de álcool e sexo, levando-o a ter um câncer que abreviou sua vida. Se cuidasse melhor de si, não morreria tão cedo. “São muitos os chamados de suicidas indiretos. É preciso cuidar bem de sua morada na Terra, para que não desencarne antes da hora”, avisa Ana Gaspar.
Já aquele que conscientemente decide acabar com a própria vida, geralmente está tão atormentado que chega ao plano espiritual e se une a outros seres com o mesmo padrão vibracional, sofrendo muito ao relembrar o momento da própria morte. Até que conseguem ser ajudados por espíritos socorristas. Uma dessas colônias de vibração muito pesada, o vale dos suicidas, é mostrado no livro Memórias de um suicida, de Ivone Pereira. Mas, avisamos, é uma obra muito densa e não é uma leitura recomendável para quem está começando a receber informações sobre espiritismo. O ideal é começar com Nosso Lar ou o O livro dos espíritos, para que os bons pensamentos o acompanhem.


TÍTULO.: VIDA APÓS A MORTE: O PARAÍSO ESPÍRITA
TEXTO: VÂNIA SILVA
PUBLICADO POR REDAÇÃO EM 31/01/2011 às 15h35
FONTE.: SITE TRIADA – EVOLUA EM TODOS OS SENTIDOS
IMAGEM.: DO PRÓPRIO ARTIGO

DESENCARNAÇÕES COLETIVAS - EMMANUEL


Emmanuel



Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?


(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***
Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.
É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

***
Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.
Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).