segunda-feira, 20 de maio de 2013

liuishtar | SETE LINHA DA UMBANDA (parte II)

SETE LINHA DA UMBANDA (parte II)

SEGUNDA LEGIÃO – XANGÔ

Santo da Justiça, que rege e coordena toda lei cármica.

1º) XANGÔ-KAÔ OU XANGÔ VELHO:

Vibra nas cores: marrom e branca, símbolo da pedra antiga. Atua diretamente nas pedreiras.

2º) XANGÔ ALAFIM ECHÊ:

Trabalha nas pedras solitárias das estradas, dos caminhos e nas matas. Suas vibrações auxiliam oradores, intelectuais, juristas e juízes, pois Alafim defende a pureza moral.

3º) XANGÔ ALUFAM:

Trabalha nos rios, cachoeiras, lagos, mares. É protetor dos pescadores, e sobretudo, é o responsável pela diretriz dos desencarnados, pois possui a “Chave do céu”. É sincretizado com São Pedro.

4º) XANGÔ AGODÔ:

É a legião dos caboclos que trabalham nas pedras que estão dentro dos rios.

5º) XANGÔ AGANJÚ:

Esta falange trabalha nas pedras das cachoeiras – símbolo do amor e da justiça. Oxum é sua esposa. Quando se oferece ebó a esse santo, oferece-se também a Oxum.

6º) XANGÔ ABOMI:

Falange de caboclos que trabalham nas montanhas interligadas com as cordilheiras. Sua proteção é muito solicitada, quando se perde algo, além de proteger o casamento. Quando se faz obrigação ao santo, oferece-se uma vela para Iemanjá.

7º) XANGÔ DJACUTÁ

É a falange que corresponde aos trovões, é o senhor dos raios e meteoritos. A palavra Djacutá também significa pedra na língua do santo, símbolo da justiça cósmica. Sua força é solicitada nas horas das injustiças provocadas por outras pessoas.

Apetrechos de Xangô:

Usa como fundamento nas suas manifestações a machadinha feita de pedra, colar de penas e algumas vezes, argola de latão ou bronze no braço. Às vezes usa também turbante de palha ou corda.

Suas ervas são: folha de alecrim do mato, folha de limão, folha de goiaba, folha de eucalipto e folha de manga.
liuishtar | SETE LINHA DA UMBANDA (parte I)

SETE LINHA DA UMBANDA (parte I)

A Umbanda consagra todas as energias cósmicas através da lei das afinidades que são: Ogum, Xangô, Oxossi, Iori, Iemanjá, Iorimá e Oxalá. Cada linha agrupa as falanges de forças nas seguintes vibrações:

PRIMEIRA LEGIÃO â OGUM

É a Força Criadora

1º) OGUM BEIRA-MAR:

Ogum do mar, das ondas. Na areia molhada é considerado Beira-mar e nas ondas é Ogum-sete-ondas. Ronda a kalunga grande e aceita obrigações nela. Vibra nas cores vermelha e branca.

2º) OGUM ROMPE MATO:

Sua falange cruza com Oxossi, comandando as matas e também as pedreiras onde é conhecido com Ogum das Pedreiras: nesse caso cruza com Xangô, que é o santo da justiça. Vibra nas cores branca, vermelha e verde.

3º) OGUM-MEGÊ:

Sua falange é responsável pela kalunga pequena. Trabalha na calçada do cemitério, diretamente com as almas ou Eguns. Aceita ebó na calçada do cemitério.

4º) OGUM-DE-NAMÊ:

Combate magia negra, operando também com a linha das almas. Exerce total domínio das almas quimbandeiras. Aceita obrigação na Kalunga pequena, dentro da Macaia, na entrada da floresta ou na porta da Kalunga pequena. Cores: branca e vermelha.

5º) OGUM MATIMATA OU OGUM DOS CAMPOS: Junto com sua falange protege os campos e a fauna. Aceita obrigações nos campos, onde assentam-se as obrigações de Oxalá. É o mesmo que Ogum dos Campos. Cores: branca e vermelha.

6º) OGUM IARA

Ronda cachoeiras, lagos, rios e estradas. É o grande colaborador de Oxum. Vibra nas cores branca, verde e vermelha. É sincretizado como Joana Dâarc.

7º) OGUM DELÊ OU OGUM DA LEI E JUSTIÇA

Esta falange é a vibração fora de Ogum. Efetiva a ronda. É o cobrador do carma, do ajuste cármico. Aceita obrigação em qualquer lugar, desde que seja ao ar livre. Justiça.

Apetrechos de Ogum:

Usa como fundamento em suas manifestações: capa, capacete, espada e lança. Às vezes, bandeira. Apresenta-se como soldado guerreiro, símbolo da luta e da defesa.

Suas ervas são: espada de São Jorge, losna, romã, jurubeba e comigo-ninguém-pode.

Conheça as Sete Linhas da Umbanda...


As Sete linhas da Umbanda

Por Manoel Lopes
Cantamos e ouvimos falar muito sobre as sete linhas da umbanda, mas poucas pessoas compreendem e conhecem a origem histórica das sete linhas da umbanda.
Neste artigo iremos nos aprofundar no estudo da origem das sete linhas da umbanda e também apresentaremos a visão doutrinária do Núcleo Mata Verde sobre as sete linhas.
Sabemos que a Umbanda, como um culto organizado, começou em Niterói/RJ no início do século XX, tendo como data oficial da primeira reunião o dia 16 de Novembro de 1908.
Todos os documentos históricos indicam que o jovem Zélio de Moraes foi o responsável pelo início da umbanda.

Zélio de Moraes
Zélio fundou a primeira Tenda de Umbanda do Brasil, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, fundou as primeiras sete Tendas de Umbanda que teriam a responsabilidade de divulgar a ampliar a religião em solo brasileiro; criou o primeiro jornal de umbanda, a primeira federação de umbanda e também foi um dos organizadores do primeiro congresso de umbanda realizado em 1941.
Em sua vida teve oportunidade de divulgar a umbanda de norte a sul do nosso país.
Neste artigo não vamos entrar em maiores detalhes sobre a origem da umbanda, mas todas as informações acima são fundamentadas em livros, atas, estatutos registrados em cartório, gravações de vídeo e áudio.
A origem da umbanda com Zélio de Moares, não é somente um mito, um “achismo”, como alguns afirmam, mas fruto de pesquisa de muitos estudiosos, escritores, pesquisadores e umbandistas sérios.
Em outra oportunidade estaremos estudando com maiores detalhes, a origem da umbanda, apresentando documentos e registros históricos, caso haja interesse poderão fazer o curso a distância (EAD) oferecido pelo Núcleo Mata Verde no site www.mataverde.org
Sabemos que a umbanda teve seu inicio em 1908, mas e as sete linhas da umbanda?
Elas sempre existiram?
Quem elaborou as sete linhas da umbanda, foram os Orixás, os espíritos, os dirigentes umbandistas, os escritores?
Qual foi a primeira apresentação (codificação) das sete linhas da umbanda?
Quais as visões existentes?
Quais são as sete linhas da umbanda segundo a doutrina dos Sete Reinos Sagrados, ensinada pelo Caboclo Mata Verde e seguida no Núcleo Mata Verde?
Estas são algumas das perguntas e esclarecimentos que pretendemos desenvolver neste texto doutrinário.
O Início
Sabemos que foi o Caboclo das Sete Encruzilhadas o espírito responsável pela organização da umbanda, orientando logo na primeira reunião como seria esta nova religião, como seriam os trabalhos espirituais, o uniforme utilizado, o horário de início e término, os estudos etc…
Era o Caboclo que orientava e dava todas as determinações, por isso era chamado pelos integrantes da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade de CHEFE.
Além do Caboclo das Sete Encruzilhadas, logo na primeira reunião se manifestou outro espírito chamado Pai Antonio, um Preto Velho.
Estes dois espíritos foram os iniciadores do que conhecemos hoje como religião de umbanda, um CABOCLO e um PRETO VELHO.
Somente em 1913 (passados cinco anos do inicio da religião) é que Zélio de Moraes começa a trabalhar com a entidade conhecida como Orixá Mallet.
É importante deixar registrado que até esta data (conforme gravação de áudio do próprio Zélio de Moraes) o nome da nova religião era ALABANDA.
Segundo Zélio de Moraes nome original da religião foi Alabanda, onde Alá é uma palavra árabe que significa “Deus” e banda significando “do lado de”.
Logo, Alabanda significa do lado de Deus. Esse nome foi dado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, como uma homenagem ao Orixá Mallet, que era malaio e muçulmano (Alá é a forma como os muçulmanos chamam Deus).
Portanto até esta data não se falava em “SETE LINHAS DA UMBANDA”, também não existia na umbanda crianças, exus, pomba gira, ciganos, baianos e outras linhas conhecidas atualmente.

Qual foi a primeira Sete Linhas da Umbanda?
Leal de Souza
Somente em 1925 (passados dezessete anos do início da umbanda) é que o senhor Leal de Souza em entrevista a um jornal do Paraná, chamado “Mundo Espírita” apresenta pela primeira vez uma codificação das Sete Linhas da Umbanda.
Leal de Souza era escritor, jornalista e redator chefe do jornal “A Noite” do Rio de Janeiro; foi um participante ativo e dedicado, durante 10 anos, da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e amigo de Zélio de Moraes.
Afastou-se da Tenda Nossa Senhora da Piedade, sob as ordens do Caboclo das Sete Encruzilhadas, para fundar a Tenda Nossa Senhora da Conceição.
Em 1932 é convidado para escrever uma série de artigos sobre Espiritismo e Umbanda e novamente apresenta as Sete Linhas da Umbanda.
Em 1933 publica o primeiro livro a falar sobre a umbanda: “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas da Umbanda”.
O arquivo (PDF) deste livro está disponível no site do Núcleo Mata Verde e também é apresentado no curso EAD – Umbanda Os Sete Reinos Sagrados.

Segundo Leal de Souza, que vivia a umbanda em sua origem, as Sete Linhas da Umbanda eram:
1)Oxalá
2)Ogum
3)Oxossi
4)Xangô
5)Iansã
6)Iemanjá
7)As Almas
Em 1941 (passados 33 anos da fundação da umbanda) é realizado no Rio de Janeiro o Primeiro Congresso Brasileira de Umbanda e neste congresso é ratificado as sete linhas da umbanda.
As linhas são chamadas de “Pontos da Linha branca de umbanda” ou graus de iniciação e são:
1º Grau de iniciação – Almas
2º Grau de iniciação – Xangô
3º Grau de iniciação – Ogum
4º Grau de iniciação – Iansã
5º Grau de iniciação – Oxossi
6º Grau de iniciação – Iemanjá
7º Grau de iniciação – Oxalá
Reparem que os Sete Pontos ou Graus de iniciação confirmados no Primeiro Congresso Brasileira de Umbanda ( 1941 ) são as Sete Linhas da Umbanda apresentadas por Leal de Souza em 1925.
É neste primeiro congresso de umbanda que a Tenda Mirim apresenta um trabalho sugerindo que o nome da religião seria Aumbandã.

Em 1942 Lourenço Braga publica sua tese chamada “Umbanda e Quimbanda”, no qual apresenta o primeiro esquema formulado e pensado das sete linhas da umbanda com sete legiões para cada linha, também marca seu pioneirismo na apresentação da LINHA DO ORIENTE e das sete linhas da Quimbanda:
1)Linha de Santo ou de Oxalá – dirigida por Jesus Cristo
2)Linha de Iemanjá – dirigida por Virgem Maria
3)Linha do Oriente – dirigida por São João Batista
4)Linha de Oxossi – dirigida por São Sebastião
5)Linha de Xangô – dirigida por São Jerônimo
6)Linha de Ogum – dirigida por São Jorge
7)Linha Africana ou de São Cipriano – dirigida por São Cipriano

Em 1952 (após 44 anos do inicio da religião) o Primado de Umbanda, ente federativo que tem como seu Primaz o Senhor Benjamim Figueiredo, responsável pela Tenda Mirim apresenta sua doutrina e os Sete Seres Espirituais responsáveis pela luz espiritual emanada de Deus, o primeiro elo entre Deus e as outras hierarquias espirituais.
Em nosso sistema solar, os chamados Orixás Maiores regem as Sete Linhas da Umbanda:
1)Orixalá
2)Ogum
3)Oxossi
4)Xangô
5)Yorimá (Iofá, Obaluaê)
6)Yori (Ibeji – Erês – Crianças)
7)Iemanjá

Em 1955 Lourenço Braga publica o livro “ UMBANDA E QUIMBANDA – VOLUME 2”, onde apresenta a seguinte distribuição, onde atribui a cada linha um Arcanjo como responsável e relaciona com os planetas:
1)Linha de Oxalá ou das almas – Jesus – Jupiter
2)Linha de Yemanjá ou das águas –Gabriel – Vênus
3)Linha do Oriente ou da Sabedoria – Rafael – Urano
4)Linha de Oxossi ou dos vegetais – Zadiel – Mercurio
5)Linha de Xangô ou dos minerais –Oriel – Saturno
6)Linha de Ogum ou das demandas – Samael – Marte
7)Linha dos Mistérios ou encantamentos – Anael – Saturno

Em 1956 W.W.Mata e Silva apresenta no livro “Umbanda de Todos Nós” as sete linhas da Umbanda:
1)Orixalá
2)Iemanjá
3)Yori (Crianças )
4)Xangô
5)Ogum
6)Oxossi
7)Yorimá (Linha das Almas, Pretos Velhos)

Notamos que foi a partir da década de cinqüenta que os estudiosos retiram das sete linhas a vibração de Iansã e substituem pela Yori (Crianças).

Em 1964 no livro “Okê Caboclo – Mensagens do Caboclo Mirim”, de Benjamim Figueiredo fundador da Tenda Mirim, os Orixás se dividem em menores e maiores, sendo estes últimos os regentes das sete linhas:
1)Oxalá (Inteligência)
2)Iemanjá (Amor)
3)Xangô Caô (Ciência)
4)Oxossi (Lógica)
5)Xangô Agodô (Justiça)
6)Ogum (Ação)
7)Iofá (Filosofia)

Em 2003, Rubens Saraceni, apresenta uma nova organização no livro “Sete Linhas da Umbanda – A Religião dos Mistérios”:
1)Oxalá – essência cristalina – fé
2)Oxum – essência mineral – amor
3)Oxossi – essência vegetal – conhecimento
4)Xangô – essência ígnea – justiça
5)Ogum – essência aérea – lei
6)Obaluaiê – essência telúrica – evolução
7)Iemanjá – essência aquática – geração/vida

Em 2009 no livro “Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista”, Rubens Saraceni, traz a seguinte ordenação:
1)Oxalá
2)Ogum
3)Oxossi
4)Xangô
5)Oxum
6)Obá
7)Iansã
8)Oxumaré
9)Obaluaê
10)Omulu
11)Nanã
12)Oiá Tempo
13)Egunitá
14)Exu
15)Pomba-Gira

Em 2010, Janaina Azevedo Corral, no livro “As Sete Linhas da Umbanda”, traz a seguinte apresentação:
1)Linha de oxalá
2)Linha das Águas
3)Linha dos Ancestrais (Yori e Yorimá)
4)Linha de Ogum
5)Linha de Oxossi
6)Linha de Xangô
7)Linha do Oriente

Além das codificações citadas acima, existem outras.
Estas codificações tentam explicar ou justificar como e porque, os espíritos se manifestam com determinadas características, porque possuem preferência por determinadas cores, nomes, regiões da natureza (praia, montanhas, matas, cemitérios etc…)e demais afinidades.
Todos estes escritores e pesquisadores umbandistas, inspirados por seus mentores, observaram, estudaram e de acordo com suas observações agruparam as entidades espirituais em linhas, que foram em determinadas épocas separadas em falanges, legiões etc…
Agora vamos conhecer como trabalhamos no Núcleo Mata Verde.
Núcleo Mata Verde
Seguimos uma doutrina chamada UMBANDA – OS SETE REINOS SAGRADOS, que resume os ensinamentos do Caboclo Mata Verde.
Seus conceitos são simples e racionais; podemos afirmar com toda certeza que simplicidade e racionalidade são as bases da doutrina.
Não vamos nos aprofundar nos detalhes dos fundamentos da doutrina, devido ao tamanho deste texto, mas recomendamos aos interessados o estudo a distância promovido pelo Núcleo Mata Verde no site www.mataverde.org/ead

Alguns princípios:
1)Vivemos no planeta Terra e somos filhos do planeta.
2)Os Orixás primordiais participaram da formação e evolução do planeta, cada qual com sua responsabilidade. Muitos são os Orixás.
3)Para efeito de estudo dividimos a formação do planeta, nestes quase 5 bilhões de anos em fases, que chamamos de reinos.
4)Existem sete reinos com características bem definidas.
5)Cada reino tem suas características próprias, seus orixás regentes, suas vibrações e qualidades e sua cor conforme se apresenta na natureza.
6)Tudo o que existe no planeta possui em sua constituição estas sete vibrações primordiais. Este princípio, num segundo momento, pode ser estendido para todo o universo como uma lei universal.
7)Estas sete vibrações são de natureza material e espiritual.
8)As pessoas, as plantas, os animais, a matéria, os espíritos e tudo o que existe possuem as sete vibrações primordiais, mas podem possuir uma afinidade maior com algumas vibrações, o que acarreta a individualização de sua natureza.
9)A Lei da afinidade vibracional (Espiritual) é um ponto fundamental da doutrina dos sete reinos sagrados
10)É esta individualização que justifica a manifestação de espíritos em falanges, legiões ou linhas.
11)O processo evolutivo do planeta Terra apresentado na doutrina é o mesmo processo aceito pela ciência oficial.

Após estas considerações apresentamos abaixo os sete reinos sagrados:
1)Reino do Fogo – regido por Ogum (É o primeiro, aquele que abre os caminhos) – vermelho
2)Reino da Terra – regido por Xangô – marrom
3)Reino do Ar – regido por Iansã – amarelo
4)Reino da água – regido por Iemanjá – azul claro
5)Reino das matas – regido por Oxossi – verde
6)Reino da Humanidade – regido por Oxalá – branco
7)Reino das Almas – regido por Omulu – preto

É interessante chamarmos a atenção para a semelhança existente entre os sete reinos e seus orixás regentes, com a primeira codificação apresentada por Leal de Souza.
Seria somente uma coincidência?
Lembramos que não podemos confundir reinos e suas vibrações com Orixás.
Trabalhamos com sete reinos, mas a doutrina não limita a quantidade de Orixás existentes.
Alguns Orixás possuem afinidades com um reino, outros com dois ou mais reinos e este o motivo de sua individualidade. Este conceito se aplica a todos os espíritos que se manifestam na umbanda.
Não interessa se o espírito se manifesta como uma criança, um adulto ou um velho; se é mulher ou homem; não interessa se é um baiano, boiadeiro, marinheiro, cigano, malandro, mendigo, semiromba, um falangeiro, um exu etc…
Não interessa se ele se apresenta como negro, branco, amarelo ou vermelho; ele sempre terá afinidades com um ou mais reinos e são estas características que trabalhamos no Núcleo Mata Verde.
Os espíritos podem trabalhar em mais de um reino, por exemplo, um OGUM SETE ONDAS, é um espírito que trabalha com o REINO DO FOGO (Ogum) e com REINO DA ÁGUA (Iemanjá).
Um OGUM MEGÊ é um espírito que trabalha com as vibrações do REINO DO FOGO (Ogum) e do REINO DAS ALMAS (Omulu).
Não trabalhamos diretamente com o conceito de linhas, como mencionado acima, mas se fossemos apresentar os espíritos por linhas, seriam as seguintes:
1)Linha do Fogo – regida por Ogum
2)Linha da Terra – regida por Xangô
3)Linha do Ar – regida por Iansã
4)Linha da água – regida por Iemanjá
5)Linha das Matas – regida por Oxossi
6)Linha da Humanidade – regida por Oxalá
7)Linha das Almas – regida por Omulu
São Vicente, 24/07/2011
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

Bibliografia:
1)Umbanda Os Sete Reinos Sagrados – Manoel Lopes – Ícone Editora
2)Umbanda Um Século de História – Diamantino Fernandes Trindade – Ícone Editora
3)História da Umbanda – Alexandre Cumino – Madras Editora
4)Umbanda de Todos Nós – W. W. Matta e Silva
5)Curso Essencial de Umbanda – Ademir Barbosa Junior – Universo dos Livros
6)Curso EAD do Núcleo Mata Verde – www.mataverde.org/ead

terça-feira, 14 de maio de 2013

Nos Porem



Efetivamente, o caminho mais fácil para o homem do mundo é:

seguir as normas estabelecidas;
nada criar de útil;
buscar as vantagens imediatas;
estudar os lucros prováveis;
selecionar as alegrias;
colher preciosidades efêmeras;
perseguir flores passageiras;
entronizar a fantasia;
aplaudir a mentira que lhe conquiste prazeres;
descansar sempre;
nada fazer no campo do sacrifício;

prender-se às opiniões convencionais e perder o dia com absoluto desprestígio das Bênçãos Divinas  que lhe conferiram a oportunidade da existência terrestre,  para, no fim, encontrar-se com a morte do corpo, face a face.

Esse é o roteiro preferido pela maioria das criaturas.

Nós, porém, somos candidatos à Espiritualidade Superior e nosso domicílio não se fundamenta no solo da Terra.

Em nossas tarefas, somos compelidos a começar pela simplicidade da Manjedoura, escalar a montanha áspera do serviço e aguardar a partida através da Cruz.

Não esperemos outro caminho, senão aquele do Mestre Querido que buscamos.

Outra felicidade não interessa ao discípulo fiel e não podemos trair o mandato daquele Senhor,  Justo e Amoroso, que nos elevou a preço de seus próprio sangue e de sua própria renúncia.


Espírito: NINA
Por Chico Xavier
do Livro: Presença de Chico Xavier

Benefícios Imediatos


Entre o Aprendiz e o Orientador se estabeleceu precioso diálogo:

- Instrutor, qual é a força que domina a vida?
- Sem dúvida, o amor.


- Esse poder tudo resolve de pronto?
- Entre as criaturas humanas, de modo geral, ainda existem problemas, alusivos ao amor que demandam muito tempo a fim de que se atinja a solução no campo do entendimento.


- E qual o recurso máximo que nos garante segurança entre as desarmonias do mundo?
- A fé.


- Pode a fé ser obtida, de momento para outro?
- Não é assim. A confiança raciocinada reclama edificação vagarosa no curso dos dias.


- A que fator nos cabe recorrer, para que se nos conservem o ânimo e a alegria de servir entre os conflitos da existência?
- A paz.


- E a paz surge espontânea?
- Também não. Nimguém conhece a verdadeira paz sem trabalho e todo trabalho pede luta.


- Então, Instrutor, não existe elemento algum no mundo que nos assegure benefícios imediatos?
- Existe.


- Onde está este prodígio, se vejo atritos por toda parte, na Terra?
O mentor fez expressivo gesto de compreensão e rematou:


- Filho, a única força capaz de proporcionar-nos triunfos imediatos, em quaisquer setores da vida, é a força da paciência.

Emmanuel
Chico Xavier

 


Na gradação dos sentimentos humanos, a amizade sincera é bem o oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento.
Nos trâmites da Terra, a amizade leal é a mais formosa modalidade do amor fraterno, que santifica os impulsos do coração nas lutas mais dolorosas e inquietantes da existência.
Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz, alistando-se nas fileiras dos discípulos de Jesus, pela iluminação natural do espírito que, conquistando as mais vastas simpatias entre os encarnados e as entidades bondosas do Invisível, sabe irradiar por toda parte as vibrações dos sentimentos purificadores.
Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.
Jesus é o Divino Amigo da Humanidade.
Saibamos compreender a sua afeição sublime e transformaremos o nosso ambiente afetivo num oceano de paz e consolação perenes.
Emmanuel /Chico Xavier(1940)
 

Amigos


Emmanuel
De quando a quando, aqui e além, por vezes, aparece determinado obreiro do bem que se acredita capaz de agir sozinho, no entanto, a breve tempo, reconhece a própria ilusão.
O Criador articulou a vida de tal modo, que ninguém algo constrói sem a cooperação de alguém.
Na Terra, há quem diga que amigo é alguém que nos procura unicamente nas horas de alegria e prosperidade, de vez que comumente se afasta quando o frio da adversidade aparece.
Temos nisso, porém, outra inverdade, porquanto o amigo, ainda mesmo cercado de obstáculos, compreende os companheiros que se distanciam dele, transitoriamente, entendendo que circunstâncias imperiosas os compelem a isso.
Na condição de espíritos ainda imperfeitos, é certo que, em muitas ocasiões, não nos achamos afinados uns com os outros, especialmente, no Plano Físico, nos momentos em que as nossas queixas recíprocas revelam-nos os pontos deficientes.
E se soubermos reconhecer que todos temos provas a superar e imperfeições a extinguir, não experimentaremos dificuldades maiores para exercer a solidariedade e praticar a tolerância, melhorando o nosso padrão de serviço e comportamento.
Se instalados na compreensão mais ampla, observamos que a amizade apenas sobrevive no clima da caridade que se define por prática do amor, de uns para com os outros.
Na posição de amigos, entendemos espontaneamente os nossos companheiros, oferecendo-lhes o apoio fraterno que se nos faça possível, mesmo quando estejamos separados, porquanto estaremos convencidos de que possivelmente, surgirá o dia em que necessitaremos que eles nos amparem com o mesmo auxílio.
Aprendamos a valorizar os nossos colaboradores para que não nos falte o concurso deles no momento certo.
Amigos são alavancas de sustentação.
Saibamos adquirir cooperadores e conservá-los, lembrando-nos de que o próprio Jesus escolheu doze irmãos de ideal para basear a campanha do Cristianismo no mundo.
Foi ele mesmo, o Mestre e Senhor, que, certa feita, lhes falou de modo convincente: - “Em verdade, não sois meus servos, porque vos tenho a todos por amigos do coração”.

Emmanuel/Chico Xavier
in Convivência

Em Favor de Voce Mesmo


-André Luiz-
Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.
Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.
Não encare o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.
Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.
Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.
Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.
Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.
Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.
Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.
André Luiz/ Chico Xavier
de Agenda Cristã

Querer e Poder


-André Luiz-
"Quando você não possua o que deseja, você pode valorizar aquilo que tem.
Se não consegue obter a afeição daqueles a quem mais ama, não se esqueça de se dedicar aos que amam a você, especialmente quando necessitem de seu concurso.
Quando não se lhe faça possível criar a grande alegria que alguém lhe solicite, você pode doar a esse alguém o sorriso que menos lhe custa.
Se não dispõe de recursos para colaborar com o muito com que estimaria brindar a essa ou aquela realização de beneficência, oferte a migalha ao seu alcance.
O essencial não é o tamanho do bem que se queira e, sim, o tamanho do amor que você coloque no bem que se decida a fazer."
André Luiz
do livro Recados da Vida

Vibrações


Emmanuel
Entendendo-se o conceito de vibrações,
no terreno do espírito, por oscilações ou ondas mentais,
importa observar que exteriorizamos constantemente
semelhantes energias.
Disso decorre a importância das idéias que alimentamos.
Em muitas faces da experiência terrestre nos desgastamos
com as nossas próprias reações intempestivas,
ante a conduta alheia, agravando obstáculos
ou somando problemas.
Se nos situássemos, porém, no lugar de quantos
criem dificuldades, estaríamos em novo câmbio
de emoções e pensamentos, frustrando descargas de ódio
ou violência, angústia ou crueldade que viessem
a ocorrer em nossos distritos de ação.
Experimenta a química do amor no laboratório do raciocínio.
Se alguém te fere coloca-te, de imediato,
na condição do agressor e reconhecerá para logo
que a compaixão deve envolver aquele que se entregou
inadvertidamente ao ataque para sofrer em si mesmo
a dor do desequilíbrio.
Se alguém te injuria, situa-te na posição daquele
que te apedreja o caminho e perceberá sem detença
que se faz digno de piedade todo aquele que assim procede,
ignorando que corta a própria alma,
induzindo-se à dor do arrependimento.
Se te encontras sob o cerco de vibrações conturbadoras,
emite de ti mesmo aquelas outras que se mostrem capazes
de gerar vida e elevação, otimismo e alegria.
Ninguém susta golpes da ofensa com pancadas de revide,
tanto quanto ninguém apaga fogo a jorros de querosene.
Responde a perturbações com a paz.
Ante o assalto das trevas faze luz.
Se alguém te desfecha vibrações contrárias à tua felicidade,
endereça a esse alguém a tua silenciosa mensagem de harmonia
e de amor com que lhe desejes felicidade maior.
Disse-nos o Senhor: "Batei e abrir-se-vos-á. Pedi e obtereis".
Este mesmo princípio governa o campo das vibrações.
Insiste no bem e o bem te garantirá.
Emmanuel/Chico Xavier
de Paz e Renovação

 


Não situeis a candeia sob o velador.
Semelhante apontamento do Divino Mestre
 não envolve o impositivo de nossa palavrosa
 adesão à verdade.
Sem dúvida, o verbo criador de luz é sempre
o alicerce inamovível do bem; no entanto,
a candeia do ensinamento evangélico reporta-se,
 essencialmente, à nossa atitude.
O exemplo será em todos os climas
a linguagem mais convincente.
Por nossos passos revelamos o próprio rumo.
Pelos gestos, que nos sejam próprios,
estabelecemos a propaganda real de nossos objetivos.
Não olvidemos que é imprescindível erguer
 o facho da compreensão com Jesus,
através da vida prática, arrebatando-a
ao velador de nossas conveniências.
Para o orgulhoso,
a candeia simbólica do Cristo é a humildade.
Para o inimigo,
é a desculpa sincera.
Para o triste,
é o consolo.
Para o faminto,
 é a fatia de pão.
Para o infeliz,
 é o amparo justo.
Para o colérico,
é a sinceridade.
Para o desertor,
 é a bênção da prece.
Para o mau,
é a lição do bem.
Para o descrente,
 é a fé viva.
Para o desanimado,
 é a esperança.
Para o superior,
é o respeito.
Para o subalterno,
é a benemerência.
Para o lar,
é o amor praticado.
Para a instituição a que nos ajustamos,
 é a correção no dever.
Para todos os que nos cercam,
é a cordialidade e a gentileza,
 o entendimento e a boa vontade.
Não nos esqueçamos de que o Cristianismo
não é simplesmente a estática da fraseologia
 e da adoração. É, acima de tudo, a dinâmica
do trabalho para que o mundo receba por
nosso intermédio a luminosa mensagem
da imortalidade triunfante.
Jesus, o Mestre Inesquecível, não ocultou
a candeia do próprio coração,
sob o velador da grandeza celestial,
 mas desceu até nós e imolou-se na cruz
para que lhe descobríssemos
no exemplo o caminho para luminosa renovação.
Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Seguindo Juntos
Espíritos Diversos
 



1 – Procure esquecer o lado escuro
da personalidade do próximo.

2 – Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos
do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe
 a palavra.
3 – Olvide a ilusão de que seus parentes
 são as melhores pessoas do mundo
e de que a sua casa deve merecer
privilégios especiais.
4 – Não dispute a paternidade
das idéias proveitosas, ainda mesmo
que hajam atravessado o seu pensamento,
de vez que a autoria de todos os serviços
de elevação pertence, em seus alicerces,
 a Jesus, nosso Mestre e Senhor.
5 – Não cultive referências à sua própria pessoa,
 para que a vaidade não faça ninho em seu coração.
6 – Escute com serenidade e silêncio
as observações ásperas ou amargas
dos seus superiores hierárquicos e auxilie,
com calma e bondade, aos companheiros ou subalternos,
 quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.
7 – Receba com carinho as pessoas neurastênicas
 ou desarvoradas, vacinando o seu fígado
e a sua cabeça contra a intemperança mental.
8 – Abandone a toda espécie de crítica,
compreendendo que você poderia estar
no banco da reprovação.
9 – Habitue-se a respeitar as criaturas
que adotem pontos de vista diferentes dos seus
e que elegeram um gênero de felicidade
diversa da sua, para viverem na Terra
com o necessário equilíbrio.
10 – Honre a caridade em sua própria casa,
 ajudando, em primeiro lugar,
aos seus próprios familiares,
através do rigoroso desempenho
de suas obrigações, para que você
esteja realmente habilitado a servir
ao Mundo e à Humanidade, hoje e sempre.

André Luiz/Chico Xavier
do Livro Marcas do Camnho
Espiritos Diversos
 


Emmanuel
Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade
de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna
no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes
mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia
a convocar-te para execução de velhas promessas,
que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te
o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa,
a fim de que o amor te clareie
a estrada para frente.
Se descansaste em demasia,
volve ao arado de tuas obrigações
e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria
serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia
com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade,
em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz
para quem passa ao teu lado,
na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam,
dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e,
como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso,
repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre!

Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo,
porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo,
esperando pela doce alegria
da porta aberta de teu coração.
Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Vida e Caminho