quinta-feira, 14 de março de 2013

O Espiritismo e a Prática da Invocação aos Mortos


Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.


O que diz a Bíblia:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18:9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec:

“... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios.

É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida:

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?”(Isaías 8:19).

O Estado dos Mortos: O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra. Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:

1) – Salomão:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... Não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).

2) – Davi:

“Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar? Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom (abismo)? Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento?" (Salmos 88:10-12).

3) – Ezequias:

“Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).

4) Jó:

“Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais" (Jó 7:9-10).

5) Jesus na história do rico e Lázaro:

“Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31).

A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.

Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.

Espiritismo x Cristianismo

Pequena comparação doutrinária entre o Espiritismo e o Cristianismo. O que eles dizem respeito de:

DEUS:

Espiritismo: É um ser impessoal em forma de inteligência e, ao mesmo tempo, um poder supremo.

Cristianismo: Ele é o Deus Todo-Poderoso, o grande Eu Sou, mas também se revela como um Pai amoroso. (Gn 1.1; Ex 3.14; Sl 47.2,7-8; 139; Is 40.12-18; 43.11; 44.6; I Jo 4.8).

JESUS:

Espiritismo: Ele foi o maior médium, um espírito evoluído e iluminado. O ser mais perfeito que esteve na terra. Os espíritas não acreditam que ele seja Deus. Afirmam que não há igualdade absoluta entre Jesus e Deus.

Cristianismo Bíblico: Jesus Cristo é Deus (Is 9.6; Mt 1.23; Jo 1.1; 10.30; 14.9; 20.28; Rm 9.5; 2Co 4.4; 1Ts 2:3; Col 1.15; 2.9; Fp 2.5-7; I Jo 5.20).

ESPÍRITO SANTO:

Espiritismo: Os espíritas afirmam que o Consolador, a quem Jesus se referiu, seria uma referência aos os espíritos de luz. O espiritismo seria, então, o Consolador prometido por Jesus.

Cristianismo Bíblico: O Espírito Santo é uma pessoa. Ele é Deus (Sl 139.7-12; 143.10; Jo 16.7-14; At 5.3,4; 10.19,20; 2Co 3.17; Ef 4.30; I Ts 5.19).

BÍBLIA:

Espiritismo: Não tem a Bíblia como base de sua crença. Segundo Allan Kardec, a Bíblia está repleta de erros e lendas. Utilizam o Evangelho Segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos.

Cristianismo Bíblico: a Bíblia é a Palavra de Deus divinamente inspirada (Sl 19.7-10, 119; Jo 17.17; 1Tm 4.9; 2Tm 3.16; Hb 4.12-13; 2Pe 1.20,21).

SALVAÇÃO:

Espiritismo: Crê na salvação através das boas obras e na reencarnação como condição de evolução espiritual conseguida pelo próprio homem.

Cristianismo Bíblico: A salvação é pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo. (Jo 3.16, 14.6; At 4.12; Rm 3.23-26; 10.9,10; Gl 2.16; Ef 2.8,9; Tt 3.4,5).

ALGUMAS DOUTRINAS:

Espiritismo: Necromancia, comunicação com os espíritos dos mortos e reencarnação.

Cristianismo Bíblico: Não há heresias, porquanto é a verdade revelada aos homens pelo próprio Deus.

PERANTE A REENCARNAÇÃO


Não perderás tempo, reclamando contra a vida.
Na hipótese de que te empenhes realmente pela aquisição do conhecimento espírita, reflete na lei da reencarnação.
És um espírito eterno envergando temporária forma física, à maneira de um servidor vestindo uniforme de trabalho, francamente deteriorável e passageiro.
Observa os próprios hábitos e tendências e perceberás o que foste nas existências passadas.
Analisa os que te rodeiam, no círculo doméstico-social e identificarás com quem te comprometeste para sanar os próprios débitos ou traçar a própria senda de elevação.
Estuda o quadro que te emoldura as atividades e anotarás de que ponto deves partir em demanda à melhoria.
Sobretudo, é preciso ponderar que se ninguém nasce para o mal, muito menos renascerá para reconstruí-lo ou reafirmá-lo.
Um aluno repete o currículo de lições no objetivo de ganhar a frente, não para acomodar-se à retaguarda.
Convence-te de que retornamos à Terra com o fim de ampliar os valores do bem, cada vez mais.
Indispensável corrigir-nos naquilo que erramos.
Replantar dignamente a leira do destino que relegamos outrora ao relaxamento.
Levantar aqueles que impelimos à queda.
Amar os que aborrecemos.
Acender alegria nos corações que encharcamos de lágrimas.
Estás hoje no lugar e na posição em que podes claramente doar à vida, na pessoa dos outros, tudo aquilo que és capaz de sentir, pensar, falar ou fazer de melhor.


Emmanuel

SANTO E SANTA NA VISÃO ESPÍRITA



Os “santos(as)” da igreja católica, foram homens e mulheres que marcaram sua vida na Terra com atitudes de caridade que deveriam servir de exemplo aos seus adeptos e devotos. Mas, a maioria não segue esses exemplos de amor ao próximo, lembram-se deles apenas para pedir: emprego, curas, solução de problemas, etc. Exemplo: Irmã Dulce socorria os pobres e doentes e construiu um hospital para eles. Quando ela for canonizada alguém seguirá seu exemplo? Será que ela ficará feliz em receber velas, preces e peregrinações ou donativos para seu hospital, cestas básicas, roupas, sapatos, remédios, etc., aos pobres?
É comovente ver a fé das pessoas mais simples e ignorantes, mas os que já conseguem entender o verdadeiro sentido da fé (a fé sem obras é morta) devem mudar seu modo de pensar e agir para que possamos mudar séculos de ignorância e de cabresto. Só assim cresceremos e ajudaremos os que convivem conosco a crescer. Sem querer impor, mas apenas esclarecendo. Se continuarmos agindo assim, o mundo nunca irá mudar porque nós não mudaremos o nosso mundo interno.
Enquanto isso, muitos comercializam o nome dos “santos”. Precisamos lembrar que Jesus repreendeu o comércio no templo religioso. Este é o que o espírita pensa sem querer impor ou ir contra quem pensa e age de maneira diferente.
Estamos marcando passo a séculos porque acomodamos com certos dogmas e rituais religiosos que acreditamos agradar Deus sem perceber que o que O agrada é moralizar nossas atitudes. Por isso, vemos pessoas com crucifixo no peito, freqüentando cultos religiosos, lendo Bíblia, etc., fazendo uso de drogas lícitas e ilícitas, se prostituindo e levando pessoas a se prostituir de maneira direta e indireta, enganando, adulterando, roubando, enfim, lesando o próximo e a si mesmo.
No livro “O Consolador” a questão 200 diz: Onde localizar a origem dos desvios da razão humana? E Emmanuel responde: A origem desse desequilíbrio reside na defecção do sacerdócio, nas várias igrejas que se fundaram nas concepções do Cristianismo. Ocultando a verdade para que prevalecessem os interesses econômicos de seus transviados expositores, as seitas religiosas operaram os desvirtuamento da fé, fixando a sua atividade, por absoluta ausência de colaboração com o raciocínio, no caminho infinito de conquistas da vida.
Sem esclarecimento muitos continuarão a desabafar com sacerdotes e estes continuarão iludindo as pessoas dizendo que com algumas preces repetidas e decoradas estão perdoados dos pecados. Por isso, as pessoas voltam a “pecar”, porque assim é muito fácil ser perdoado; continuarão a acreditar que a cerimônia religiosa é mais importante que a convivência do casal dentro do lar, do respeito de um pelo outro e pelos filhos; continuarão acreditando que jogar água no corpo ou na cabeça (batismo) é mais importante que tornar-se cristão nas atitudes, palavras e pensamentos, etc.
Nossa religião acredita em evolução espiritual e, sem conhecimento continuaremos fazendo barganha com Deus, Jesus, Maria e outros; continuaremos retribuindo o bem que recebemos com joelhos esfolados, caminhadas com cruzes nas costas, dízimos, cera em formato de velas, cabeças, pernas, braços, etc., ao invés de retribuir o bem recebido fazendo bem ao próximo e a nós mesmos procurando mudar nossas atitudes.